2020-09-26 (Saturday)
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“Amar Macau não deve ser apenas um slogan”, defende Sulu Sou

O deputado Sulu Sou saiu hoje em defende da cultura de Macau. No período de antes da ordem do dia, Sulu Sou começou por lembrar a sugestão feita recentemente para mudar nomes de ruas, considerando que, até este momento, “muitas pessoas nunca tinham pensado se eram prócolonialismo ou patrióticas”. “Se se quiser concretizar, de facto, este tipo de pensamento extremista, a mudança do nome das ruas é só o aperitivo, e o centro histórico deve ser o primeiro a sacrificado. Se assim for, repete-se o que os Guardas Vermelho fizeram no movimento de “danificação de quatro coisas velhas”, ou seja, tem de se destruir a fortaleza, as muralhas, as igrejas, os faróis e as praças, pois todos têm marcas do colonialismo, e, no palco mundial, perde-se o título de Património Cultural”, sublinhou na Assembleia Legislativa. O deputado acrescentou depois que “coincidentemente, este ano assinala-se o 15.º aniversário da inscrição do Centro Histórico de Macau na Lista do Património Mundial, portanto, este tipo de pensamento é, evidente e particularmente, satírico e ridículo”. Para Sulu Sou, “com o rápido desenvolvimento urbano, a preservação da cultura tem sido sempre objecto de ameaça”. Por isso o deputado defende que “Amar Macau não deve ser apenas um slogan, deve ser concretizado por acções”. “Só quando forem inabaláveis as ideias defensoras da protecção do património mundial e da cultura local (as quais aos olhos de algumas pessoas são um obstáculo) é que é possível as forças da sociedade civil controlarem a cobiça e a corrupção praticadas em nome do alegado “desenvolvimento”, defendendo-se verdadeiramente a nossa cidade!”, argumentou. Marta Melo

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