2021-04-11 (Sunday)
21oC / 82%Céu

Coutinho: Jorge Coelho decisivo para isenções no IRS

O presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública, Pereira Coutinho, lembra Jorge Coelho como decisivo para permitir aos funcionários da RAEM a isenção do IRS. O político morreu na última noite, em Portugal, aos 66 anos, vítima de ataque cardíaco. Em declarações à Rádio Macau, Coutinho lembra as reuniões mantidas em 2000 quando António Guterres era primeiro-ministro: “Foi a pessoa que abriu todas as portas para podermos resolver todos os problemas que tínhamos, nomeadamente a isenção do IRS, o facto de ainda hoje estarmos isentos do pagamento do IRS, o facto dos aposentados de Portugal continuarem a beneficiar das casas arrendadas ao Governo da RAEM, incluindo a assistência médica e medicamentosa”. Segundo Pereira Coutinho, Jorge Coelho “fez um trabalho de bastidores que perdura até hoje”. “É um dia triste para todos os que acompanhamos naqueles tempos o percurso do doutor Jorge Coelho. Como pessoas, é uma perda lamentável”, afirma. Coutinho lembra ainda o político português como um conversador: “Conheci o Dr. Jorge Coelho nos tempos em que ele era secretário cá em Macau. Conversava com todas as pessoas que encontrava pela frente. Era um conversador, que permitia ter amigos de todos os estratos sociais. Marcou-me bastante a sua forma de estar, quer na política, como em ter uma relação de amizade pessoal que perdurou ainda por estes anos fora”. Jorge Coelho era um dirigente histórico do PS e foi ministro em três pastas dos Governos de António Guterres. Em Macau, onde trabalhou entre 1987 e 1991, integrou o governo de Carlos Melancia como secretário-adjunto para a Educação e Administração Pública (89-91) e antes foi chefe de gabinete do secretário-adjunto Francisco Murteira Nabo. Pedro Sacco

Voltar