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Bolsa de valores não é “projecto urgente”, Lei Wai Nong

O Governo não afasta a criação de uma bolsa de valores de Macau, mas não é uma prioridade, disse hoje o secretário para a Economia e Finanças na apresentação sectorial do projecto de cooperação aprofundada entre o território e Guangdong, em Hengqin. “O chefe do Executivo já especificou esta questão. Não afastamos, mas também não é um projecto urgente. Temos de ver quais são as vantagens de Macau. Somos uma zona aduaneira autónoma tal como Zhuhai. Por isso podemos ter uma complementariedade de vantagens e obter benefícios mútuos. Temos as vantagens da zona de cooperação aprofundada, as vantagens de Macau. Estas podem ser desenvovlidas de forma cruzada. Queremos uma meta de 1 mais 1, igual a 2 +”, disse Lei Wai Nong. Nas palavras do secretário, a chave para a desejada diversificação económica passa pelas novas indústrias – de investigação e desenvolvimento científico e tecnológico e manufactureiras de alto nível, cultural e turística e de convenções, exposições e comércio, de marcas de Macau como a indústria de medicina tradicional chinesa, e financeira moderna. “Estas quatro novas indústrias têm mais espaço para se desenvolverem e podem contribuir para alterar a compoisição do Produto Interno Bruto (PIB)”, disse, recordando que o dinheiro do jogo tem representado “ 80 por cento das receitas e 55,5 por cento do PIB” de Macau. Para Lei Wai Nong, “a meta final de todo o projecto geral [de cooperação aprofundada] é a diversificação da economia”. “Através de diferentes fases vão-se atingindo novos objectivos, permitindo assim uma maior circulação de pessoas, capitais e mercadorias”, assinalou. O secretário disse ainda que os futuros funcionários públicos do território destacados para trabalharem no novo Bairro de Macau em Hengqin vão receber o salário em patacas. Aproveitou para esclarecer, contudo, que para efeitos de consumo, as pessoas vão ter de socorrer-se na moeda chinesa. “Na zona de cooperação, o consumo tem de ser feito em renmimbi”, disse. O plano geral de construção da nova zona de cooperação aprofundada agrega também um conjunto de políticas de benefícios fiscais para atrair empresas e trabalhadores. Sobre o rendimento das empresas incidirá uma taxa de imposto de 15%, valor igual ao que será aplicado sobre o rendimento pessoal dos quadros considerados de “alto nível” ou “urgentemente necessários” que ali trabalhem. Aos residentes de Macau que exerçam actividade na zona de cooperação será cobrada uma taxa máxima de 12 por cento sobre o rendimento pessoal. António Bilrero Ouça aqui a declaração de Lei Wai Nong (áudio disponível apenas no site)

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