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Jogo: Albano Martins alerta para risco de perda de empregos

A eventual redução do peso do jogo prevista no documento de consulta pública apresentada ontem pelo Governo de Macau sobre a revisão da lei de jogo poderá ter impacto na mão de obra local. O alerta é do economista Albano Martins em declarações à TDM – Rádio Macau. “Se o sector do jogo reduzir a sua posição na sociedade vai reduzir a mão de obra empregada. O Governo tem de ter muita consciência disso porque as indústrias alternativas que pretende agora colocar não são alternativas para o curto prazo para agora, ou para o próximo ano, que é o ano da renovação das concessões”, afirma o economista. A reacção de Albano Martins surge na sequência da queda acentuada na Bolsa de Hong Kong das acções das concessionárias de jogo a operar em Macau após a conferência de imprensa de ontem do secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong, em que foram apresentadas algumas das linhas de orientação do documento em consulta pública sobre a revisão da lei de jogo prevista para o próximo ano. Um documento que Albano Martins classifica de “draconiano” e que teve influência directa na queda das acções das concessionárias. "Este documento é muito draconiano e é natural que criasse muitos problemas na maneira como está escrito. O documento [da consulta pública] tem um sentido de orientação muito claro. O jogo não vai voltar aos tempos de 2013. Os investidores estrangeiros ficaram muito preocupados com o desenvolvimento das orientações que lá estão e sobretudo há ali orientações que violam as regras do mercado”, considera o economista sobre a desvalorização das acções da Sands China (26,49%), Wynn Macau (24,42%), MGM China (16,68%), Melco (15,77%), Galaxy Entertainment (16,34%) e SJM Holdings (15,91%) Para o economista, a questão da distribuição dos dividendos das futuras concessionárias gerou alguma preocupação entre os investidores. “Quando se diz que a distribuição de dividendos das concessionárias é preciso autorização do Governo, isso não existe em nenhuma parte do parte do mundo, em nenhuma sociedade livre existe isso. E, portanto, não faz nenhum sentido que cumprindo todas as regras não sejam os accionistas que tenham que decidir. Não faz sentido. Isso só demonstra que há falta de cultura económica. Há sentidos de orientação que ali estão expressos que preocupam qualquer empresário", frisou Albano Martins. Eduardo Santiago Ouça aqui a declaração de Albano Martins (áudio disponível apenas no site)

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