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Residentes estrangeiros em Hengqin só com visto

Os residentes estrangeiros vão continuar a precisar de vistos para entrarem na futura zona de cooperação aprofundada entre Macau e Guangdong, em Hengqin, disse hoje o secretário para a Segurança. Wong Sio Chak admitiu, em conferência de imprensa para apresentação do projecto do novo Bairro de Macau na ilha de Hengqin, que essa política possa vir a ser alterada no futuro se as autoridades nacionais assim o decidirem. “Para estrangeiros, a política [de vistos] não sofreu alterações Trata-se de uma política nacional. Mas, no posto fronteiriço de Hengqin existem medidas facilitadoras. Há uma sala para requerer um visto. Os estrangeiros podem obtê-lo de imediato e entrar na ilha através do canal tradicional”, disse. O responsável adiantou, contudo, que “no futuro, se houver uma alteração nas políticas de vistos, uma competência do Governo central, então vai-se acompanhar e coordenar o trabalho de ajustamento das políticas de vistos para estrangeiros”. Esclareceu também que a circulação de motociclos através da ponte de Hengqin para entrar na ilha, “actualmente não é viável”. Lembrou que está em vigor desde 2016 uma política de entrada e saída de veículos de Macau em Hengqin (matrícula única), actualizada em Julho último, e que passou a permitir que jovens a partir dos 18 anos residentes em Macau possam requerer qualificação para conduzir na ilha da Montanha. “No futuro os governos de Guangdong e de Macau irão implementar gradualmente a abertura plena de entrada e saída facilitadas de veículos motorizados de Macau em Hengqin”, assegurou. No encontro com os jornalistas esteve também o secretário para os Transportes e Obras Públicas. Raimundo do Rosário esclareceu que o plano urbanístico do território exclui os trabalhos no futuro novo Bairro de Macau. “O plano geral de Macau não abrange os trabalhos de Hengqin. Tudo o que vai ser integrado em Hengqin caberá nos trabalhos futuros da Comissão Executiva e a Comissão de Gestão do projecto de construção da zona de cooperação aprofundada entre o território e Guangdong”, adiantou Raimundo do Rosário. No encontro foi lembrado que a ligação através do metropolitano entre os dois lados da fronteira vai fazer-se em túnel, numa linha com uma extensão de 2,2 quilómetros. Haverá duas estações, uma junto ao antigo posto fronteiriço da Flor de Lotus, do lado de Macau, e outra na zona subterrânea do posto fronteiriço de Hengqin. O projecto estará concluído no prazo de quatro anos, em 2025. Em operação, a linha pode transportar cerca de oito mil passageiros por hora entre as duas estações. Esta foi a última das três conferências de imprensa sectoriais realizadas pelo Governo para prestar esclarecimentos acerca do projecto geral de construção da zona de cooperação aprofundada entre Macau e Guangdong, em Hengqin. António Bilrero Ouça aqui a declaração de Wong Sio Chak (áudio disponível apenas no site)

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